Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 25/11/2020
O sistema carcerário brasileiro enfrenta um novo problema extremamaente agravante da atualidade: a pandemia do coronavírus. Desde o primeiro caso de COVID-19 em um presídio no Rio de Janeiro, o número de infectados entre os presos tem aumentado drasticamente. Entretanto, porque há tanta transparência quando se trata de tal assunto? O que realmente está acontecendo atrás das grades?
Nossa superpopulação carcerária - que alcança a 300% em celas com ventilação e iluminação precária - apresenta um certo racionamento de água e uma alimentação deveras pobre. Ou seja, as condições desse sistema tornam impossivel evitar a propagação e contaminação do vírus. A pandemia não só dificultou ações vindas dos serviços de saúde, como também deixou os presos mais isolados do que nunca de seus familiares. “Tenho medo de perder meu marido dentro do sistema (carcerário) porque desde sempre eles não têm um atendimento adequado, só que agora a preocupação é maior porque a gente está lidando com um inimigo invisível”, disse à AFP Mônica (nome fictício).
De acordo com o Departamento Penitenciario Nacional (Depen), 17.300 presos estão infectados (correspondente a 2,3% do total de detentos) e em torno de 100 foras mortos em decorrência do novo coronavírus. Entretanto, apenas 7,8% dos detentos foram testados para corona, ou seja, a verdadeira situação é desconhecida. As cartas recebidas pelas familias dos presos mostram que a condição atrás das grades não é nem um pouco humana; “Mãe, estou doente, tem vários presos com dores no corpo e não há atendimento na enfermaria” - carta recebida por Sol (nome científico) do filho de 29 anos dela, que divide cela com 42 pessoas.
Conclusivamente, pode perceber-se que o problema em si não se resume a apenas como o o sistema carcerário está lidando com esta situaçao, e sim no sistema em si. A forma indiscriminada de aprisionar e de combater a violência com violência. Todavia, “violência gera violência”, então neste caso a solução simplesmente seria a diminuição de presos provisórios.