Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 25/11/2020
O pobre cuidado com nosso sistema carcerário se torna algo perigoso, a partir do momento em que não há uma grande cautela resolvendo certos assuntos, principalmente analisando em momentos atípicos como estamos vivendo nesse ano de 2020.
A superlotação e o Coronavírus andam um ao lado do outro, vendo que os dois colocam diversas vidas em risco. De acordo com o CNJ ( Banco Nacional de Monitoramento de Prisões do Conselho Nacional de Justiça), só no sistema carcerário até o dia 5 de outubro, foram confirmados 39.595 casos do vírus covid-19 e 199 óbitos. Entre as vítimas da doença, 115 custodiados e 84 servidores.
Nosso país ocupa o terceiro lugar na lista de maior população carcerária no mundo, ficando abaixo apenas dos Estado Unidos e China. Ultrapassando das 800 mil pessoas detidas e vivendo em condições precárias, já que possui um sistema marcado por práticas que violam os direitos humanos e que são toleradas pela fiscalização que o autoriza.
Com as visitas suspensas e autorizações de trabalho para os que estão em regime aberto, fugas e brigas estão cada vez mais frequentes. Dado ao fato de que há cerca de 110.000 agentes penitenciários, e 7.143 foram infectados e 75 morreram de COVID-19, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As visitas familiares são essenciais para que os presos pudessem receber alimentos e produtos de higiene mas nem sempre suas encomendas chegam.
Portanto cabe aos órgãos responsáveis de saúde e direitos humanos, juntamente com as penitenciárias trabalharem juntos e achar uma solução para que se resolva.