Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 25/11/2020

O livro escrito por Drauzio Varella, “Carcereiros”, trata sobre as situações rigorosas e de risco em que os agentes penitenciários se expõem para administrar a população carcerária, o livro teve sua primeira publicação em 2012, entretanto, ele representa uma situação cada vez pior que podemos perceber atualmente. A pandemia do novo coronavírus dificultou ainda mais as ações de serviços de saúde. Dessa forma, coloca em risco não só presos, mas agentes penitenciários.

É importante ressaltar a superpopulação carcerária, que chega a 300%, em celas com péssima ventilação e iluminação. Pensamos também na alimentação e distribuição de água precárias. Estas condições contribuem para a propagação do vírus. Desde que foi detectado o primeiro caso em um presídio no Rio de Janeiro, percebe-se o alastre entre os mais de 748.000 presos no Brasil, que tem a terceira maior população carcerária no mundo.

Em segundo lugar, devemos perceber que as visitas abertas e trabalhos de presos em regime aberto, foram influenciadores para motins e fugas em massa. É perceptível o medo de que agentes penitenciários fossem referências para a contaminação dentro de prisões. Dos cerca de 110.000 agentes, 7.100 foram infectados e 75 morreram, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As visitas familiares são essenciais para o fornecimento de alimentos e produtos, todavia, os recursos estão sendo entregues através de correios, que muitas vezes, não chegam para todos.

Por fim, percebemos a necessidade de um agente na situação. Podendo ser a divulgação em mídias, através de sites ou instituições governamentais, que explicitem a realidade dos presídios, fazendo com que a informação choque a população. Assim como Drauzio Varella, outros médicos e trabalhadores na área podem expor as indignações e o que vivem dentro do locais.