Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 02/12/2020

Mais de 17.000 presos estão infectados, (2,3% do total de detentos) e quase cem morreram em decorrência do novo corona vírus, segundo o Departamento Penitenciário Nacional. Desde, o inicio da pandemia da covid-19, o Brasil tomou uma série de medidas para prevenir a população da contaminação. Entretanto, o sistema carcerário é negligenciado pelos órgãos federais, além, de serem submetidos a condições precárias, onde os detentos ficam vulneráveis a contaminação do vírus.

Em primeira analise, deve-se ressaltar as precárias condições do sistema carcerário brasileiro, super lotação, falta de água, matérias de higienização e principalmente atendimento médico. Desde, os tempos remotos o sistema carcerário possuía condições precárias, por se tratar de um local onde muitas pessoas repudiam, acha se necessário que o detento “sofra”, entretanto, essa ideologia arcaica necessita ser superada. Com a pandemia da covi-19, tornou-se alarmante a integridade dos  detentos, já que nessas circunstâncias não é possível combater o vírus.

Com o intuito de frear a contaminação nas prisões, o governo vetou as visitas, no entanto, acaba impactando no convívio social, visto que futuramente esses detentos voltaram a sociedade. Outro fator preocupante são os carcereiros, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça dos cerca de 110.000 agentes penitenciários, 7.143 foram infectados e 75 morreram de covid-19, mesmo com a proibição de visitas os detentos estão sujeitos a risco de contaminação. Necessita então, que as condições a qual a estas pessoas foram submetidas precisa ser reavaliada.

Portanto, necessita-se que o governo tome providencias para garantir a segurança dos penitenciários, logo, este junto ao Departamento Penitenciário Nacional, devem primeiramente fornecer materiais básicos de higiene, máscaras e utensílios essências a prevenção da covid-19. Além do mais, é necessário constante atendimento médico, para que tal infectado possa ser separo do grupo. Ademais, a super lotação nas celas precisa ser revertida dando a alguns detentos a semiliberdade, por não apresentarem perigo iminente a população, garantindo assim a sua segurança e o esvaziamento das celas.