Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 12/12/2020
Na obra de Tarsila do Amaral, “Os operários”, o coletivo é tratado com desdém e sendo ignoradas as suas alteridades. Fora das telas, a situação não é diferente, já que na atualidade o presidiário é contado como mais um e não tem sua situação semelhante com individualidade, principalmente em tempos pandêmicos. Portanto, com a chegada de um novo período no mundo, os presídios do Brasil enfretaram falta de recursos para higiene e também os presos tiveram seu direito à visita negado, um tipo de violência.
A princípio, segundo como recomendação da Organização Mundial de Saúde, OMS, é necessário uma higiene básica para proteção do Covid19. Retando a temática, a Netflix, em sua série “Orange is the new black”, mostra que a vida, pré-pandemia, na cadeia não tinha uma limpeza adequada para a saúde humana, ou seja, colocando os detendos em uma situação de risco . Deste modo, a falta de cumprimento das normas decretadas é um tipo de violência moral contra o indivíduo.
Sob outra perspectiva, a ausência de visitas aos presos é um descumprimento da lei contra os enclausurados. De acordo com a filósofa alemã, Hannah Arednt, a violência se tornada um vício social, amplamente praticado e totalmente negado fora do âmbito físico, ou seja, caso não haja agressão física aos detentos, está tudo ok para a sociedade. Sendo assim, é nítido que são necessárias medidas para que haja saúde mental nos presos, que podem desensolver problemas como depressão, sem visitas.
Mediante os dados abordados, as detenções brasileiras precisam de melhorias nas áreas da saúde e também ao psicológico dos cativos. A fim de mudar essa situação, o Ministério da Saúde em parceria com a OMS, deve fazer um projeto dinâmico que objetiva cuidar de cada encadeado atendendo suas necessidades pessoais. Tendo como base de realização, distribuição de materiais de higiene para cada detendo, explicando a seriedade da situação pandêmica e permitindo que um familiar fosse visitar para dar notícias pessoalmente 1x por semana. Obtendo como resultado mais dignidade, saúde e direitos aos confinados.