Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 11/12/2020

No episódio ‘‘Brasil: a prisão das gangues’’ da série documental Por dentro das prisões mais severas do mundo, o jornalista investigativo Raphael Rowe, passa uns dias como preso na penitenciária do Porto Velho. É exposto o cotidiano dos detentos e principalmente a condições de infraestrutura da prisão. No contexto atual, o sistema carcerário é falho e carece de mudanças.

Primeiramente, de acordo com Departamento Penitenciário Nacional,  aproximadamente 2,5% dos detentos foram infectados pelo vírus Covid-19. Dados como esse são de extremo espanto para famílias de presidiários e para o próprio país em si, pois a vida dos que estão em cárcere antes da pandemia já estavam em um nível árduo devido a, superlotação, o cancelamento das visitas essenciais a um detento, e da desagradável infraestrutura.

Outrossim, as circunstâncias citadas não param de trazer consequências negativas. Um exemplo é uma propagação mais imediata do vírus entre detentos e agentes penitenciários do que em favelas, o que mostra como o sistema carcérario desconsidera a vida tanto de servidores como de consumidores de tal.

Portanto, para um avanço deste quadro é necessário que o Governo com o Poder Executivo faça investimentos na estrutura de penitenciárias com o objetivo de uma melhora na vida de detentos. Ademais, a sociedade por ter um papel importante na mobilização de grupos e na pressão popular para que iniciativas de intervenção social sejam tomadas, pode por sua vez, fazer por meio da criação de espaços para discussão e conscientização dos cidadãos, projetos de voluntariado com o objetivo de reivindicar um progresso no sistema carcerário.