Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 05/01/2021

Em primeiro lugar, é importante dizer que o sistema carcerário brasileiro sempre possuiu problemas como superlotação e falta de saneamento básico. Contudo, é perceptível que a pandemia da Covid-19 atingiu fortemente as prisões brasileiras e junto com, principalmente, o problema da falta de higienização, o sistema carcerário ficou altamente fragilizado. Além disso, outra grande problemática que deve ser solucionada é a subnotificação de casos, visto que este é um problema no mundo todo, mas com grande foco no Brasil.

Em suma, há uma sequência de fatores que levam as prisões do Brasil a serem fortemente atingidas pela pandemia, como a falta de segurança com os agentes penitenciários, visto que, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), aproximadamente 6,5% dos agentes já foram infectados pelo novo Coronavírus. Certamente, um bom exemplo de como a higienização do sistema carcerário é problemática ocorre na série “How to Get Away with Murder”, onde mostra a falta de sanemanto básico nas prisões, o que pode e deve ser combatido na pandemia.

De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), apenas 7,8% dos presos foram testados, o que mostra uma grande subnotificação de casos, visto que a superlotação das cadeias brasileiras contribuem para o contato dos presos com o vírus. Em resumo, um dos grandes responsáveis pelo avanço do contágio nas prisões é a superlotação e, segundo o filósofo Pitágoras, a forma de resolver isso é através da educação, “Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”.

Portanto, é notório que os impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro são grandes e, com isso, o Ministério da Saúde, juntamente a juízes federais, deve aumentar a quantidade de testes de Covid-19 e diminuir a superlotação, isolando os presos que estão infectados. Ademais, colaboraria para o conserto de um problema estrutural de décadas que levou o sistema penitenciário brasileiro ao caos.