Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 09/05/2021
Na Europa, durante o século XIV, a pandemia da Peste Bulbônica assolava a população local e por causa das baixíssimas condições de higiene que se encontrava o território, inúmeras mortes ocorreram, provocando um colapso na região. Logo, ao trazer à realidade atual, em que vive-se uma pandemia viral avassaladora, o sistema carcerário brasileiro encontra-se com um dos mais afetados pela medida de isolamento para combater o vírus. Dessa forma, é importante abordar os impactos da pandemia no cárcere brasileiro, já que a rotina e as visitações aos presos foram modificadas, o que afeta diretamente na dinâmica do sistem prisional.
É válido ressaltar, em primeiro plano, que a rotina no sistema carcerário já era complicada, pois eles já enfrentavam um saneamento básico precário e uma alimentação de má qualidade, e, durante a pandemia, isso só se agravou. Segundo o DEPEN, em abril de 2020, o sistema prisional brasileiro continha 107 casos confirmados de Covid-19, sendo um número alarmante à época, pois a propagação da doença em condições insalubres como a que sistema carcerário enfrenta, aumenta a nocividade do vírus, sendo letal na maioria dos casos. Dessa maneira, faz-se necessário a intervenção do órgão gestor nas prisões com medidas preventivas para conter a circulação do vírus nesses locais.
Cabe apontar, em segundo plano, que o isolamento social decretado no país, impossibilitou a visitação presencial aos detentos na maior parte do país. Assim, além de enfrentarem as penas que os isolam da sociedade, os presos ficaram sem notícias de familiares e amigos, deixando-os tristes e mais sensíveis, pois como afirma o escritor russo, Leon Tolstoi, a verdadeira felicidade está entre as alegrais da família, tendo em vista que a interação com a ela é essencial para abrandar a realidade do preso. Dessa maneira, é importante que o DEPEN viabilize a visitação aos detentos, de alguma forma que ponha sempre a segurança à saúde em primeiro lugar.
Conclui-se, então, que os impactos no sistema carcerário brasiliero são de suma abordagem, uma vez que, conhecer a realidade do próximo é fundamental na progressão da sociedade. De forma que, cabe ao DEPEN - órgão que administra o carcére brasileiro - oferecer, com urgência, um sistema de saneamento básico de qualidade e uma alimentação adequada aos detentos, por meio da viabilização de verbas aos presídios com tais finalidades, a fim de reduzir a propagação da doença entre os presos. Como também, compete ao DEPEN, utilizando das tecnologias atuais, promover o reencontro via internet, para diminuir a falta de notícias dos amigos e familiares, a fim de que os presos possam ultrapassar esse tempo difícil sem mais sequelas.