Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 18/05/2021
O atual cenário pandêmico trouxe diversos problemas e agravou os já existentes no Brasil e no mundo. Devido a superlotação o sistema carcerário brasileiro foi um dos mais afetados pela pandemia. São vários os motivos de preocupação para aqueles que convivem no meio penitenciário –falta de estrutura, higiene e a superlotação– são os principais problemas dos presídios no país.
Em contraste com o que é falado sobre distanciamento social, os presos são obrigados a dividirem espaço com centenas de pessoas. Milhares de presidiários e pessoas que trabalham em presídios já contraíram e morreram para a Covid-19. A falta de itens de higiene básica como, sabonete e álcool, contribui para a situação de calamidade do sistema prisional brasileiro.
Indubitavelmente manter a integridade física dos presos já era um desafio, e agora tornou-se mais difícil do que nunca. A carência de estrutura para abrigar a enorme quantidade de presidiários leva a diversos problemas, visto que uma cela com capacidade para dez pessoas, é comum ter até dezesseis, assim facilitando a propagação do vírus. Segundo o “Sistema Prisional em Números”, o Brasil possui uma taxa de superlotação nos presídios de até 166%, número que passa a ser mais gravoso diante de uma pandemia.
Desse modo, a superlotação e a falta de estrutura é uma realidade preocupante. Sobretudo, os governos responsáveis devem investir no aumento da capacidade de pessoas nos presídios. Ainda é imprenscindível que os presos sejam orientados e fiscalizados à manter as celas higienizadas sempre, para isso o presídio deve ser capaz de fornecer todos os itens para a higienização básica durante a pandemia.