Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 05/04/2021
O tema Sistema carcerário brasileiro não é recente, ele está presente na sociedade há muito tempo. Esse meio é problemático, e a infraestrutura oferecida aos detentos sempre foi precária. No ano de 2020 a pandemia do Coronavírus veio para explicitar a crise envolvendo este segmento, pondo assim, em risco, tanto os seres encarcerados, quanto pessoas livres.
Através de dados e pesquisas, no ano de 2020, há cerca de 734 mil prisioneiros para apenas 415 mil vagas, é perceptível ver uma superlotação no sistema. Uma entrevista feita em 2016 no Presídio de Pedrinhas, relata que, 22 prisioneiros viviam em má condições, em uma cela com capacidade máxima de 4 pessoas, no escuro e principalmente sem ventilação. É notório que a infraestrutura nunca foi de boa qualidade, e o momento que o país esta vivendo, necessita de melhorias. Além do fato citado acima, desde o início da pandemia o fluxo de funcionários diminuiram, gerando um déficit em produtos de higiene ( principalmente sabonete), agentes da saúde, falta de máscaras, álcool em gel, escoamento de água e a falta de isolamento.
A epidemia afetou a população do outro lado do “muro”, sejam elas, mães, filhos, irmãos ou companheiros que tiveram acesso negado à visitação aos presídios, e isso, afeta de forma negativa a todos, posto que, muitos levavam os produtos essenciais de higiene, roupas e alimentos. Com dados, de acordo com a SAP, 2.623 prisioneiros testaram positivo para a doença e 37 morreram.
Em virtude dos fatos mencionados, uma série de entidades entraram em contato com o tribunal da Justiça ( Frente Estadual, Mães do cárcere), estão à procura para a solicitação da soltura de pessoas em prisão provisória, antecipação da progressão da pena e principalmente um melhor investimento nas áreas de higiene e contratação, melhorias em agentes médicos, tudo isso para não gerar ainda mais a proliferação do vírus.