Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 04/04/2021
No ano de 2020 o mundo teve que se adaptar a uma nova forma de viver, medidas como o uso de máscara e distanciamento social foram decretadas como imprescíndiveis para o combate ao coronavírus. Mas você já se questionou sobre os impactos da pandemia no Sistema Carcerário brasileiro?
Muitos acreditam que este problema pode ser solucionado apenas com a proibição de visitas, porém esse fator não é suficiente para evitar a disseminação da covid-19. É importante ressaltar que antes da pandemia a qualidade prisional era muito ruim, e mediante o que temos vivido isso tem piorado. A necessidade da higiêne nesse momento e a falta desta nas prisões é um dos problemas que tem se agravado, ferindo diretamente os direitos básicos dos presos, como o direito a uma ala arejada e higiênica.
Além disso, outro grande problema é a superlotação nas penitenciárias brasileiras. Dados apontam que em dezembro de 2019, 748.009 pessoas encontravam-se em presídios para um total de 442.349 vagas, sendo assim, é impossível que haja distanciamento social entre os presos, já que estão amontoados em suas celas.
Visto que que o assunto é pandemia, é automático lembrar de saúde, algo que a população carcerária tem acesso, porém apenas em casos mais graves ou realmente necessários, e é custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Diante de todos esses problemas enfrentados pela população carcerária, existem medidas que podem ser tomadas para que haja melhora no Sistema Carcerário do Brasil durante tempos de pandemia, tais como a concientização para com os presos da gravidade do vírus e de como agir, disponibilização de máscaras e álcool em gel, melhora da qualidade de higiêne nas celas e em todos ambientes penitenciários, transferência dos presos para outras unidades, melhoria do acesso à saúde, como em exames cotidianos necessários, e a vacinação dos detentos, que não podem ser esquecidos nessa fase tão importante.