Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 04/04/2021
O sistema carcerário no Brasil encontra-se em uma situação extremamente precária e com o surgimento da pandemia, agravou ainda mais esse problema em nossos país. Os presos presenciam situações que violam os direitos humanos e que contribua para o aumento da taxa de mortes e contaminação pelo COVID-19. Nossa sociedade e o governo não tem dado tanta importância a isso, fazendo com que a situação fique ainda mais difícil.
Os presos se encontram em péssimas condições de vida e enfrentam a superlotação. Não há limpeza nas celas, não há medicos, enfermeiras e nem modos de prevenção contra o vírus, potencializando a contaminação em massa. Presos não condenados acabam ocupando as celas e vagas inexistentes, colaborando ainda mais para a propagação do vírus e a superlotação. O Brasil tem gestionado a pandemia de má forma mas o sistema carcerário está excluido de qualquer modo de prevenção contra o vírus. Com as visitas suspensas, os presos ficam isolados de suas famílias. Era comum nas visitas, as famílias trazerem alimentos e mantimentos para uma melhor acomodação na celas. Não obtendo isso, os presos ficam sem condições de enfrentarem a pandemia.
As prisões deveriam ter mais profissionais da saúde envolvidos com a saúde dos detentos, realizar testes de COVID semanais e com isso, detentos que apresentarem o vírus, devem ficar isolados em uma determinada cela em quarentena. Presos que estão no grupo de risco, no caso, diabéticos, idosos, presos com doenças crônicas, gestantes.. Devem ser enviados à prisão domiciliar. As celas deveriam ser limpas frequentemente e ser entregue a cada detento um kit higiene, contendo alcoól em gel. Para diminuir a superlotação, deveria ser liberado os presos que foram pegos com pequenas quantidades de drogas, acabar com a política antidrogas e descriminalização de drogas ilícitas.