Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 06/05/2021
Durante a segunda guerra mundial, os campos de concentração vieram como solução, aos olhos nazistas, para trazer e impor a superioridade da raça ariana. A forma como os judeus eram tratados era desumana, privados dos direitos básicos como liberdade, alimentação e até mesmo da própria vida. Viviam juntos, em grande número, num espaço apertado. A situação atual nas prisões brasileiras, em parte é parecida, com os detentos vivendo em celas superpopulacionadas, com recursos escassos. Em meio ao período no qual o país se situa, é ainda pior, pois, não há qualquer espécie de medida preventiva contra o vírus, muito menos recursos para tratá-lo.
As prisões do país enfrentam uma grande dificuldade, devido às suas superpopulações, indo totalmente contra medidas preventivas, como o afastamento social e o uso de mascaras. Suas dificuldades são notadas em todo o território brasileiro, por má gestão financeira, logística e pelo caráter vigente no momento atual dentro das prisões, não permitindo solucionar de forma eficiente a situação.
Dado o exposto, decorrente da mutação do vírus da COVID-19, o Brasil passa por uma segunda onda de contágio, atingindo dessa vez pessoas de menor idade, diferente da primeira onda, onde atingiu, em sua maioria os idosos; e dentro do sistema carcerário essa situação não é diferente, porém, não existem recursos financeiros, nem medicinais, para tratar os presos, consecutivamente, sendo deixados de lado. Atualmente o país tem vacinado profissionais de risco (área da saúde e professores) e segue um plano de idade para vacinação, abrangindo no momento, pessoas entre 60 e 62 anos, ainda assim apresenta dificuldade em manter constante esse plano, pela falta de insumos para a produção da vacina.
Para o sociólogo francês Émlie Durkheim, o indivíduo só podera agir na medida em que aprender a conhecer o contexto no qual está inserido, a saber sua origem e as condições da qual depende. Portanto, haja vista a situação atual, cabe ao governo fazer uma campanha de conscientização dentro dos presídios, dessa forma lidando com a desinformação sobre o assunto,resultando na diminuição do número de casos. Cabe também ao STF, de forma consciente, liberar presos com idade avançada, para cumprir pena domiciliar, diminuindo drasticamente a possibilidade de contágio por parte desses idosos, dessa forma controlando melhor a situação.