Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 11/05/2021
A mentalidade de que “Bandido bom é bandido morto” corroborou para o vendar dos olhos da sociedade em relação às problemáticas enfrentadas no sistema carcerário. Na atual pandemia de covid-19 não foi possível ignorá-las, visto que um local sem higiene, atendimento médico e distanciamento social torna-se um fácil ambiente de proliferação do vírus. Afinal, como diminuir casos de covid no sistema carcerário sem contribuir para a impunidade?
A realidade encontrada nas prisões é o reflexo de um sistema falido e desigual. A superlotação carcerária, violência e as más condições sanitárias como falta de água, medicamento, artigos de higiene, entre outros, corroboraram para que mais de 748.000 presos se contaminassem com o vírus em abril do ano passado.
Em uma tentativa de frear a contaminação nas prisões, os órgãos estaduais permitiram que presos de menor periculosidade e com comorbidades cumprissem suas penas em prisão domiciliar. Entretanto, medidas como essa colaboram para a impunidade no país, visto que o sistema carcerário não proporciona um ambiente de reinserção social levando com que esses indivíduos retornem para a vida do crime assim que saem da prisão.
Diante dos argumentos supracitados, faz-se necessário a atuação do Estado e das instituições capacitadas para resolver esses problemas. Medidas como ampliação dos investimentos no sistema carcerário e criação de projetos sociais fora e dentro das prisões, com objetivo de criar um ambiente de reinserção social igualitário. Ademais, a presença da Vigilância Sanitária tem um papel fundamental em assegurar um local de dignidade e condições sanitárias ideais para presos e presas. Dessa maneira, será possível prevenir a contaminação pelo vírus e consequentemente a impunidade no Brasil.