Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 10/05/2021

A Noruega, é uma referência quando se fala em prisões, são um ótimo exemplo de que a qualidade na estrutura e o respeito geram bons frutos. Em contrapartida, no Brasil a realidade tem sido bem distinta. O aumento no número de mortos nas prisões deixa claro a falta de respeito e estrutura. O crescimento no número de mortos é fruto da pandemia.

Segundo o jornal R7 a cada 27h, o covid-19 mata um preso ou funcionário das cadeias no Brasil. Teve um aumento de 190% em relação aos últimos dois meses de 2020. Os indivíduos presos sofrem com ambientes sem ventilação, falta de materiais de higiene pessoal, condições sanitárias básicas precárias e dificuldade de acesso a serviço de saúde. Todos esses fatores colaboram com o vírus e mostram o quanto os presidiários são maltratados no país. O cárcere deveria servir como uma transformação da pessoa, porém quando os presos saem da cadeia a maioria volta para o crime.

As prisões na Noruega são chamadas de: “A mais humana das prisões” e “O cárcere mais agradável (do mundo)”. Na ilha de Bastoey, no sul de Oslo, por exemplo, os detentos podem caminhar ao redor de uma prisão que parece um povoado cercado por sítios. Lá praticam esqui, cozinham, jogam tênis e cartas. Possuem uma praia particular e cuidam da balsa que faz ligação com a ilha. Toda essa estrutura ajuda no combate a pandemia e na transformação das pessoas presas.

Dessa forma, é necessário que, para garantir o bem-estar dos presos, o Governo invista nas estrutaras das prisões e leve diariamente médicos para analisar as condições e a saúde dos presidiários.