Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 12/05/2021
O sistema carcerário do Brasil é o terceiro maior do mundo, sua superpopulação está superior a 300%, fora as péssimas condições alimentares e o escasso serviço de saúde. É um ambiente propício a contaminação da COVID-19, ainda mais com a falta de higiene. Dessa forma os detentos tem grande probabilidade de não resistirem, sem contar com os servidores, visitantes e outros que passam pela prisão que também correm risco.
A maior prevenção para esse vírus é o distânciamento social, uso de máscara e álccol em gel. No entanto, não é possível cumprir essas normas dentro de uma cela lotada. Os presidiários não tem acesso a uma boa alimentação, muitas vezes nem a água potável e a vestimentas apropriadas, ou seja, não tem os seus direitos humanos respeitados. Com isso, sua imunidade baixa e podem facilmente ficar doentes, mas como o sistema de saúde na cadeia é insuficiente eles acabam falecendo.
Os carcereiros e visitantes podem agir como um vetor do coronavírus, levando o agente infeccioso para os prisioneiros e/ou para suas famílias, causando um grande surto da doença. As visitas foram suspensas para tentar diminuir esse risco de contaminação, todavia, eram os familiares e amigos que levavam itens básicos de higiene, roupas e até alimentos para os detentos.
É função do governo fazer com que as necessidades básicas dos presidiários sejam atendidas. O sistema de saúde carcerário é o que mais precisa de investimentos e apoio, assim como reformas e aumento da capacidade das celas e prisões, para a superlotação não ser mais um problema. Outra alterntiva é reduzir a quantidade de presos provisórios, que muitas vezes ainda nem foram julgados, fazendo o número de entradas ser bem maior que o de saídas. Essas medidas podem ajudar a melhorar o sistema carcerário no Brasil.