Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 12/05/2021

Na obra ‘‘O grito’’, de 1893, o renomado pintor francês Edvard Munch retrata o medo no personagem principal por intermédio de cérebres nuances de pinceladas. Mais de 120 anos depois, esse sentimento faz-se presente no cotidiano hodierno do país no que tange as consequências, principalmente nocivas, da pandemia no contexto carcerário.Sob esse viés, as vissicitudes são errôneamentes alimentadas pelo agravamento da indiferença social e pela piora no tratamento dos presos.Logo, perante tal situação tóxica é inprescindível rever as ações a fim de solucionar as chagas e proporcionar qualidade de vida à esse grupo populacional.

Nessa conjuctura, com o passar do tempo a apatia da maioria dos brasileiros perante às condições deploráveis das prisões torna-se normal, já que o sofrimento atual é apenas uma notícia nos telejornais.Com essa linha de raciocínio,vale ressaltar a corrente filosófico do Iluminismo,segundo a qual prega desde do século 18, que só a progresso na sociedade quando há mobilização com o problema do próximo.Todavia, a frequência de subnotificações, como casos enfermos e mortes pela covid-19,concomitantemente com a ausência da efetividade das medidas de segurança sanitária no sistema, percebe-se que o país faz o oposto preconizado pelo pensamento.Dessa forma,urge repensar as atitudes diárias para elevar o altruísmo do povo.

Sob essa ótica, a crise do coronavírus intensificou uma peça historicamente frágil do esquema de cadeias nacionais, o serviço essencial oferecido.Nessa perspectiva,é previsto na Carta Magna, o dever estatal de garantir acessibilidade de todos, inclusive dos insentos de liberdade, aos direitos democráticos,por exemplo atendimento de saúde e saneamento básico.Contudo, atualmente a rotina no interior dos presídios é marcado pela falta de médicos,remédios,racionamento da água e superlotação, assim, é notório que a legislação não é aplicada na prática, somente na teoria.Então, o cenário deplorável torna-se ideal para disseminação de doenças respiratórias, tal qual ocorrido na década de 80 com a tuberculose.

Portanto, diante dos fatos supracitados os efeitos da deteriorização de problemas antigos desumaniza os presos.Dessa maneira,urge de instituições formadoras de opiniões, tais como escolas e faculdades, em parceira com ONG’s realizar palestras e debates à comunidade-visto que atos coletivos têm imenso poder transformador- por meio de encontros semanais com o fito de estimular empatia e valorizar a igualdade.Também,cabe ao Governo Federal revisar o orçamento e formular prioridades mediante reuniões no intuito de aplicar os fundamentos e oferecer bem-estar.Então, a reação ilustrada no quando expressionista não caracterizará os resultados pandêmicos ao presidiários no Brasil.