Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 12/05/2021

É de conhecimento geral (ou deveria ser) que para o iluminismo, uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Entretanto, quando se observa uma parcela excluída e esquecida da sociedade como é a parcela de presidiários no Brasil, esse pensamento muda completamente. Não interprete mal e ache que eles não devem cumprir sua pena, apenas reflita sobre suas condições.

A nossa pátria amada ocupa o terceiro lugar no mundo em população carcerária, onde esse sistema prisional é marcado com a violação dos direitos humanos. Tal fato mostrou-se com mais clareza com a chegada da Covid-19, a pandemia que ainda está entre nós. Diante desse cenário onde o maior foco da população e do governo é manter-se em segurança e constante policiamento da higiene além do distanciamento social, essa mesma preocupação não se aplica aos presídios e detentos.

A responsabilidade do governo federal é proporcionar um espaço carcerário onde possa ser cumprida com o mínimo de dignidade que uma pessoa em tais condições poderia exigir, sendo assim, uma coisa impossível de ser executada pelas mãos da população e tornando essa responsabilidade exclusiva das superioridades.

Portanto, a parcela carcerária deve sim ter acesso à saúde e ao mínimo de dignidade que um detento poderia exigir, seguindo até findar a pandemia e após também, buscando sempre a justiça e aos direitos humanos.