Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 12/05/2021

A pandemia da Covid-19 afetou diretamente o sistema carcerário brasileiro, sem poder receber visitas e com alimentação precária, escassez de água e de serviços de saúde. Com isso, o sistema penintenciário se tornou ainda mais preocupante pelas condições em que ele já estava inserido anteriormente.

O Instituto de Pesquisa de Política Criminal publicou um relatório em 2019 analisando a qualidade da saúde que cada país proporcionava, entre eles estava o Brasil. Eles alegaram que houve um crescimento desproporcional e sem acompanhamento no sistema carcerário brasileiro, causando uma superlotação sem recursos para garantir serviços mínimos aos penitenciários, alegando que as pessoas dentro do local tem maior tendência, até mesmo maior do que o restante da população, de agravar comorbidades pré existentes e ainda criar outras novas.

Ao trazermos para o conceito da pandemia, antes é importante ressaltar que a população prisional já enfretava anteriormente surtos de tuberculose e da AIDS. Infelizmente com o coronavírus maiores questões foram levantadas, como por exemplo, a ausência da visitação de familiares servindo como gatilho para o dispertar de doenças mentais. Devido a superlotação, não há como manter os detentos em quarentena ou isolamento social. Além disso, com a falta de higiene que é recorrente nesses lugares, tanto a transmissão como a contaminação são riscos que qualquer pessoa que tiver contato com o ambiente sofre.

É necessária uma maior fiscalização para que garantam condições mínimas de saúde e dignidade, uma vez que todas as informações apresentadas alegam o descomprometimento em relação a qualidade de vida e a situação alarmante antes mesmo da pandemia. Os locais com pouca ou nenhuma ventilação, uso incorreto de máscaras e falta de distanciamento social são questões que devem ser levantadas e solucionadas o quanto antes para evitar ainda mais tragédias de uma doença que já levou mais de 400 mil pessoas.