Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 20/05/2021

O sistema carcerário brasileiro é comparado a uma ¨bomba relógio¨ prestes a explodir. As precárias condições e a superlotação das prissões brasileiras agora têm um agravante, a pandemia do novo coronavírus que dificultou ainda mais os serviços de saúde e as visitas constantes de familiares aos presídios.

Assim, as condições dentro dessas prissões a cada dia que passa piora mais, lá dentro não se tem um atendimento médico adequado, não tem uma boa alimentação… só que a preocupação redobra porque estamos lidando com um inimigo invisível, que niguém sabe se está ou não contaminado. O primeiro caso de Covid-19 detectado em presídio foi no Rio de Janeiro, depois disto o vírus rapidamente se alastrou entre em média 748.000 presos no país, depois deste ocorrido foram suspensas as visitas.

Chega a 300% a superlotação carcerária, em celas com péssima ventilação e iluminação, com isso, mais de 17.300 presos estão infectados ( 2,3% do total de detentos ) e quase cem morreram em decorrência do novo vírus, segundo o departamento penitenciário nacional (Depen). Também há tumultos por medo de agentes penitenciários ser vetores de contaminação, como de fato vem acontecendo, cerca de 7.143 agentes penitenciários foram infectados, segundo o conselho nacional de justiça (CNJ).

Tendo em vista que foi falado, é necessário, portanto, que a justiça brasileira exija uma reforma na legislação criminal, com maiores atendimentos de saúde disponiveis aos presos, também maior condição alimentar e higiene pessoal. Fazer com que julgamentos de inocentes sejam feitos, para que celas tenham menos presos. Uma reforma simples mas que sejam tomadas as médidas corretas, para que a cada dia não se agrave ainda mais a situação dos presídios brasileiros.