Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 21/05/2021
Segundo as Regras de Mandela, todos devem ser tratados com respeito inerente ao valor e dignidade do ser humano, sem serem submetidos a tratamentos degradantes. Entretanto, essa regra infelizmente nem sempre surte efeito, como ocorre no sistema carcerário, os presos enfrentam situações precárias normalmente, mas com o efeito da pandemia piorou consideravelmente.
Embora o cenário pandêmico tenha afetado todos, o sistema carcerário foi muito impactado, primeiramente ele já tinha uma situação não tão boa, a comida não era de qualidade, havia muita lotação de celas e não tinham médicos normalmente e muitas vezes os familiares levavam itens de higiene e comidas aos presos. Portanto, com a pandemia as famílias foram impedidas de irem visitar, consequentemente deixando-os sem suas necessidades supridas, sem comida decente, sem higiene e tendo que conviver com várias pessoas na mesma cela só fez a propagação ser mais rápida.
Desde o início da pandemia do COVID-19 o vírus se alastrou bem rapidamente entre cerca de 748.000 presos no país, acumulando em média 17.300 detentos contaminados em decorrência dele e as mortes que ocorreram por ele. Os números no começo já começaram alto, mas continuaram cada vez mais em ascensão, pois além de os presos se contaminarem, eles transmitiam para os agentes policiais lá presentes, ou seja, causando uma propagação cada vez mais rápida, situação essa que se agravou bastante devido a situação recorrente.
O Ministério da Saúde e Segurança Pública deve oferecer comidas de boa qualidade para os detentos, atendimento médico frequente, e principalmente poucas pessoas em celas para evitar ainda mais a contaminação, outra medida necessária é a redução das visitas, assim a contaminação será menor.