Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 23/05/2021

Em meados do século XVIII, ocorreu a Revolução Industrial, período o qual o país estava passando por uma superlotação nas prisões, as quais não tinham saneamento básico,  nem estruturas para suportar essa situação. Na contemporaneidade,  não é muito diferente, todos estão vivenciando um momento de muitas restrições, distanciamentos e cuidados higiênicos para sobreviver, porém, controlar esses hábitos nos cárceres é extremamente complicado e preocupante por colocar em risco vidas. Dessa forma, é imprescindível a realização de intervenções voltadas ao cenário atual do sistema carcerário e os impactos que é acarretado para os presidiários.

Em primeiro plano, a pandemia afetou drasticamente lugares que comportam grande quantidade de pessoas, como os presídios, pois o distanciamento é primordial. Nesse contexto, o vírus que se alastrou por todo o mundo, mudou e tirou vidas, o uso de máscaras, álcool e o não algomerar é necessário para se proteger, todavia, nos cárceres é díficil conter, pois se trata de um lugar repleto de indivíduos em celas, ambiente fechado, e sem preocupação com higiene exigida para não se contamirar, podendo provocar mortes, o que se comprova pelo G1, ao afirmar que cerca de 67% dos presos se contaminaram e vinheram a óbito em 2020, o que é imensamente alarmante. Desse modo, evidencia ainda mais as consequências do não cumprimento das ordens.

A posteriori, a morte de tantas pessoas dentro e fora da prisão é o maior e pior impacto que pode-se ter. Nesse prisma, a escassez de recursos para um reparo nessa questão é recorrente, há poucos presídios para tantos detententos, principalmente nos tempos atuais, que é preciso limitar um determinado número de elementos para cada ambiente, mas isso não é concretizado, deixando-os juntos, algomerados e com risco de contrarir o Covid e vir a óbito por falta assistência hospitalar, pela superlotação, no qual afirmasse pelo IBGE, 89% dos locais de cuidados com a pandemia estão lotados, sem poder comportar mais enfermos, o que é frustante. Desse jeito, salientando os riscos corridos cada dia mais.

Infere-se, portanto, que os impactos da pandemia no sistema carcerário brasilieiro estão cada vez mais intensos. Logo, cabe a Instituição Governamental Federal, com o poder a ela imposto, desenvolver projetos que solucionem e cumpram os cuidados exigidos, por meio da ampliação e construção de novas prisões, para que haja um melhor suporte para os presos, tanto higiene pessoal, como no distanciamento. Assim, reduzindo o número de contaminados e possíveis óbitos no país.