Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 25/05/2021

Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, no qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, é notório observar o oposto da contemporaneidade brasileira, podendo assim exemplificar o sistema carcerário, que enfrenta diversos problemas não só em sua estrutura, como também na saúde dos aprisionados mediante a pandemia. Diante disso, convém avaliar os fatores que favorecem esse quadro, além do papel do governo na solução dessa problemática.

Em primeira análise, mediante ao alerta da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a transmição do Coronavírus é alarmante por intermédio da  presença de outras doenças. De modo que as penitenciárias sofrem com a superlotação dos cárceres, o que torna pouco eficaz as ações realizadas nesse âmbito. Facilitando assim a contaminação do vírus não só entre presos, mas também aos funcionários, acarretando na disseminação do covid-19 até mesmo fora das celas. Faz-se necessário um aparato maior voltado a esse ambiente.

Ademais, com o cenário atual, visitas familiares foram suspensas. De modo que são através delas as entregas dos produtos higiênicos pessoais. A falta desses mantimentos aprimoram ainda mais a perpetuação do vírus, já que os encarcerados precisam dividirem entre si.

Logo, medidas governamentais são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, portanto, a criação de novas celas com capacidade suficiente para suportar a quantidade certa de presos. Cabe ao Poder Judiciário e do Ministério Público, reforçarem o atendimento médico e profissionais de saúde, através de consultas semanais, visando amenizar a situação enfrentada. Acrescentando a distrubuiçao de materiais higiênicos individuais para cada presidiário. A partir dessas ações, espera-se promover à população brasileira pelo menos metade do que cita o escritor inglês Thomas More.