Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 24/05/2021

“Quem nunca esteve na prisão não sabe como é o Estado” seguindo a linha de pensamento do filosófo Leon Toestói, é possível se ter uma vaga ideia da baixa qualidade do sistema carcerário brasileiro em favor do Estado. Tendo isso em mente, as prisões se apresentam como lugares carentes da atenção dos populantes, perecíveis aos impactos do meio externo, como do vírus COVID-19 que foi responsável pelo aumento das condições precárias e isolamento das mesmas.

Primeiramente, vale se falar das já existentes precariedades do sistema, que sofre pela alta taxa de presidiários, em razão da falta de verba para alimentos e artigos higiênicos. Com a pandemia, o estado habitacional penitenciário apenas piorou, resultando em um lugar insalubre, pela falta do material de higiene necessário para previnição da doença. Nesse viés, são claras as altas chances de proliferação da patologia pelo tal ambiente, comprometendo a segurança dos detentos.

Em um segundo olhar, é importante ressaltar que com a situação atual do país, o isolamento social aplicado a todos, também reflete nos presidiários, visto que os mesmos acabaram tendo suas atividades e visitas suspensas. Nesse caso, os danos colateraisrespingam nas suas relações sociais e comprometimento com a sociedade, tendo em vista uma maior exclusão coletiva e um isolamento dos valores comunitários, prejudicando na reintegração desses indivíduos à sociedade.

Portanto, para se minimizar os impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro é de extrema importância uma rápida atitude do Estado quanto à insalubridade e desestruturação do sistema. Através de políticas públicas, verbas devem ser voltadas aos presídios, assim como a maior fiscalização das medidas necessárias contra o COVID. Além disso, vale se lembrar da importância de movimentos sociais dos cidadãos para ajudar, juntando itens necessários. Para somente assim, garantirmos não apenas sua seguranças, mas seus direitos.