Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 25/05/2021
“Cadeia, um cômodo do inferno” relata a letra da musica Oitavo Anjo do compositor Dexter, o mesmo passou dez anos preso, e sentiu na pele a dor de ser esquecido pela sociedade, e muitos ainda sentem. O descaso com os presos afeta diretamente a atual crise sanitária que vivenciamos, cadeias super lotadas e a falta de higiene sempre fizeram parte da vida do presidiário e atualmente essa situação coloca não só o preso, mas toda a toda a sociedade em risco durante a pandemia da COVID-19.
“Bandido bom é bandido morto”. A frase dita por Jair Messias Bolsonaro, atual presidente do Brasil, mostra o interesse do governo em melhorar e dar uma condição de vida pelo menos humana para os presos brasileiros, com cadeias excedendo o seu limite de capacidadade, o ambiente é propícios para a disceminação do Sars -Cov-2 e de acordo com O Globo, em celas para dez pessoas, o usual no Brasil minimo desesseis, desse modo fica impossivel existir distanciamento social, uma das regras básicas para que o vírus não se propague, provocando morte em detentos que são grupo de risco para a doença.
O Conselho Nacional de Justiça afirmou que os casos de contaminação entre detentos aumentaram em 800% desde maio de 2020, e o mesmo não tem como se prevenir, pois as condições sanitárias são precárias. Além disso o preso precisa conviver com a ansiedade, pois não conseguem se comunicar frequentemente com seus parentes que estão do lado de fora, muitos tem filhos e esposas.
A falta de interesse do Governo deixa claro o descaso com a saúde da população carcerária, gerando tremendos impactos que trazem risco para a vida do preso. Uma das medidas que pode ser tomada é o maior investimento em contruções de mais unidades prisionais por parte do estado, para a maior diminuição da população carcerária por metro quadrado. Outro investimento que poderia ser feito é a facilitação da comunicação dos indivíduos com seus familiares, por meio de ONGs e grupos que auxiliem com isso.