Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 25/05/2021
A realidade da maior parte das prisões no Brasil é de angústia. Um cenário desumano rodeia milhões de brasileiros reclusos, sem ao menos a grande parte da população tomar conhecimento. No documentário “Mulheres e o Cárcere”, é mostrado a falta de água, saneamento básico e produtos para higiene. Essa ocorrência se extende como algo comum nos sistemas carcerários em todo o país. Na pandemia, isso se alastra, aumentando e muito, os casos de covid-19 entre os presos e funcionários das cadeias, que muitas vezes não recebem auxílio, e acabam morrendo por lá mesmo.
Em primeira análise, a superlotação, mesmo sendo uma realidade antiga, não é solucionada, e os reclusos que já deveriam ser libertados morrem antes mesmo de usurfruem novamente da liberdade. Essa triste realidade, tem sido cada vez mais cruel entre muitos no país pela falta da ação de justiça brasileira. De acordo com uma pesquisa do jornal Brasil de Fato, a lotação média é de 200 a 300% e nessas condições é impossível de realizar as medidas presentivas de distanciemento. Esso é um dos principais motivos pela qual as mortes entre os reclusos só cresce.
Além disso, se observado as condições dentro das prisões brasileiras, é notável a falta de cumprimento de diversos direitos que deveriam ser garantidos pela Declaração dos Direitos Humanos. Segundo o R7, portal de internet de notícias, durante a pandemia, a cada 27 horas um preso ou funcionário morre do vírus no país. Isso acontece porque não é realizado adequadamente protocolos de segurança. Como visto no documentário, a higiene é muitas vezes precária no ambiente detrás das cenas, dessa forma chega até a ser uma realidade utópica se protegerem do vírus, quando nem sempre eles tem água e sabão suficiente para se limparem diariamente. Na reportagem, ainda, um advogado afirma que a assistência médica não é dada adequadamente, por muitos verem como não aceitável um preso ocupar espaço no hospital, assim muitos morrem com falta de adentimento. Dessa forma, são violados os direitos a cuidados médicos e ao bem estar.
Enquanto tantos morrem pela falta do cumprimentos de seus direitos, ainda é preciso que hajam mudanças. O governo precisa agir exigindo a agilidade na solução dos casos prorrogados de reclusos, dando assim a liberdade que muitos esperaram injustamente por muito tempo. Dessa forma, seria alivida boa parte da superlotação, que é um problema para o sistema carcerário no país. Também, é necessário que o Estado forneça mais médicos preparados para atenderem todos os que estão ali, tanto reclusos quanto os funcionário, evitando assim muitas perdas para a doença. Assim, esses impactos no sistema carcerário brasileiro sejam diminuidos.