Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 26/06/2021
No livro “Os miseráveis”, de Victor Hugo, o personagem Jean Valjean vivencia a precariedade das prisões da França no período revolucionário, que consistia em péssimas condições de higiene e de moralidade. Analogamente, no Brasil, o sistema carcerário é ainda pior: celas superlotadas provocam, em tempos de pandemia, o agravamento da covid-19 entre os presidiários, o que resvala na tortura psicológica enfrentada pelos condenados e suas famílias em função de suas preocupações.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que o sistema carcerário brasileiro nunca apresentou condições humanas boas. Isso porque, por consequência da marginalização dos criminosos diante da sociedade, eles são deixados de lado e tratados como “bichos”. Nesse cenário, as prisões brasileiras nunca foram palco de observações quanto às suas infraestruturas, apresentando, assim, celas superlotadas, mal ventiladas, sujas e escuras. Dessa forma, esses indivíduos acabam vivendo pior do que na bastilha francesa onde Jean Valjean sofreu tortura, em 1784.
Nesse sentido, é certo de que em tempos de pandemia a situação carcerária apresente maiores impactos negativos. Primeiramente, quanto à saúde dos presos, que, por conta da superlotação, estão em condições propícias ao avanço da doença. Por consequência, a preocupação em relação à covid-19 provoca, no psicológico dessas pessoas e suas famílias, a agonia e a dor, situações análogas à tortura psico-sentimental. Assim, o principal objetivo das prisões, que é a reinserção dos condenados na sociedade, deixa de cumprir seu papel.
Portanto, o sistema carcerário sofre impactos negativos em tempos de pandemia. Desse modo, cabe ao governo investir na “Reforma Carcerária”, que, por meio da utilização dos impostos, reformaria a infraestrutura das celas, as tornando mais limpas e organizadas. Por conseguinte, os presos teriam melhores condições para se viver, principalmente em meio à Covid-19. Em suma, tanto os criminosos, quanto suas famílias, estariam mais tranquilos no cenário pandêmico atual.