Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 15/08/2021

Com o surgimento e a circulação do novo coronavírus, o mundo todo foi afetado: pessoas faleceram, comércios foram fechados, unidades de saúde ficaram superlotadas… mas, há um segmento da sociedade que, na maioria das vezes, não é levado em conta nessa análise. Este é o tão conhecido sistema carcerário: muitos acham que não deve haver preocupação com ele e, que deve ser deixado de lado. Mas, eles deveriam repensar nesse conceito e, analisar alguns pontos: além de os presos serem pessoas, que devem ter seus direitos respeitados (como o direito à saúde, ao bem estar e à vida), a falta de preocupação com a saúde deles e de medidas para diminuir a circulação do vírus nos presídios acarretam no aumento do número de infectados e mortos em toda a sociedade e, na disparada da quantidade de fugas e tumultos nas penitenciárias.

Já que há grande circulação de pessoas nas prisões, o número de casos e mortes causadas pela covid-19 podem aumentar em toda a sociedade se esses lugares forem focos do vírus, o que, infelizmete, está ocorrendo: infratores são presos e soltos o tempo inteiro, há um grande fluxo de trabalhadores (como agentes penitenciários), muitos produtos (como roupas e sabonetes) são levados por funcionários de empresas de transporte e familiares para suprir as necessidades dos presos, etc. Então, por causa da falta de produtos de higiene e da ausência de distânciamento social (causada pela superlotação desses locais), que são alguma das medidas para prevenção da doença, muitas pessoas acabam adoecendo e, transmitindo esse vírus para outros indivíduos no restante da sociedade.

Além disso, a quantidade de fugas e tumultos nos presídios está aumentando: por causa da falta de medidas para prevenção da covid-19, muitos presos têm medo de pegar essa enfermidade, então acabam protestando ou fugindo. Por outro lado, a proibição da visita de familiares e a não autorização e trabalho para infratores em regime aberto também acarretam esses problemas.

Portanto, a pandemia do novo coronavírus afetou demais o sistema pentenciário brasileiro. Mas, esses problemas podem ser amenizados ou, até extintos: a implementação de medidas sanitárias para a prevenção da doença (como o envio de álcool em gel, sabonete e máscaras), a diminuição da superlotação das prisões a partir da construções de novas e da soltura de pessoas que não trarão risco imediato à sociedade e, a vacinação em massa dos presos pelo governo podem diminuir a circulação do vírus e, consequentemente, os problemas citados acima.