Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 17/08/2021
O registro histórico nos dá um vislumbre do horror das prisões romanas no primeiro século. Essa masmorra era úmida e fria e era uma ferramenta de tortura para a Guarda Imperial. Atualmente, as prisões brasileiras também apresentam condições incompatíveis com os direitos humanos e o impacto da nova pandemia do coronavírus no sistema prisional agravou essa situação. Esse impacto está relacionado à facilidade com que o vírus se espalha nesses ambientes e ao preconceito contra as pessoas privadas de liberdade.
É preciso ressaltar, inicialmente, que as cadeias brasileiras são propícias para a disseminação de doenças devido à superlotação. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, as celas das cadeias, naquele estado, possuem três vezes mais detentos do que comportam, e isso torna o isolamento social impraticável. Com isso, a propagação de infecções gripais, como a COVID19, tem consequências trágicas.
Além disso, existem preconceitos contra as pessoas no sistema prisional. Na verdade, as pessoas tendem a criticar o gasto de recursos escassos no tratamento de criminosos. Essa ideia foi explicada pelo escritor cristão Paul Washer, falando sobre como cada um tem seus próprios valores morais e tende a considerar os crimes dos outros mais ou menos de acordo com regras subjetivas. Por isso, durante a pandemia, a população carcerária recebe menos atenção do que outros setores da sociedade que são vistos como mais compassivos.
Portanto, a pandemia teve um impacto terrível no sistema prisional brasileiro. Portanto, o governo estadual deve realocar os prisioneiros por meio do sistema espacial nacional para aliviar imediatamente a superlotação. Essas transferências devem receber apoio financeiro e logístico das Forças Armadas e federais, respectivamente. Portanto, é possível reduzir a gravidade da situação planejando uma solução mais permanente para o problema.