Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 16/08/2021

Os registros históricos permitem vislumbrar o terror que eram as prisões romanas do primeiro século. Tais masmorras eram úmidas, frias e serviam como instrumentos de tortura da Guarda Pretoriana. Atualmente, as prisões brasileiras também apresentam condições incompatíveis com os direitos humanos, o que tem-se agravado devido aos impactos da pandemia do novo coronavírus no sistema carcerário. Tais impactos possuem relação com uma facilidade de espalhamento de vírus em ambientes e com o preconceito contra pessoas privadas de liberdade.

É preciso ressaltar, boletim, que as cadeias brasileiras são propícias para a disseminação de doenças devido à superlotação. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, como as celas das cadeias, naquele estado, possuem três vezes mais detentos do que comportam, e isso torna o isolamento social impraticável. Com isso, uma propagação de mudanças gripais, como a COVID19, tem consequências trágicas.

Outrossim, existe preconceito contra aqueles que se identificam no sistema prisional. Com efeito, as pessoas tendem a criticar o despêndio de recursos, que são escassos, para o tratamento daqueles que cometeram crimes. Esse pensamento é explicado por um escritor cristão que discorre acerca de como cada indivíduo possui um conceito próprio de moral e tende a considerar os crimes alheios maiores ou menores de acordo com regras subjetivas. Derivado a isso, durante uma pandemia, uma população carcerária é tratada com menos prioridade do que outros setores da sociedade que são vistos com mais empatia.

Uma pandemia impactou terrivelmente o sistema carcerário brasileiro. Por isso, os governos dos estados devem realocar os presos através de um sistema nacional de vagas com o objetivo de aliviar imediatamente a superlotação Assim, com isso pode diminuir a gravidade da situação enquanto se planejam soluções mais duradouras para o problema.