Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro

Enviada em 17/08/2021

O Brasil é o vigésimo sexto colocado no ranking dos países que mais prendem no mundo. A população carcerária brasileira é de 750 mil pessoas, que ultrapassa o planejamento público de 440 mil presos. É perceptível que, inevitavelmente, haverá aglomeração entre os encarcerados, aumentando -deste modo- os impactos da pandemia que o mundo tem enfrentado tal qual a falta de atendimento médico a eles e mais mortes, além de isolar ainda mais essas pessoas.

A priori, deve-se compreender como é preocupante a aglomeração que há nas prisões brasileiras, uma vez que aumentam o contágio gerando um surto dentro das prisões que mal tem recursos básicos para o dia a dia, e. muito menos para lidar com uma pandemia. Há diversos relatos de presos, que nos dias antecendentes à pandemia, o tratamento de saúde era ruim e precário, não suportando surtos de gripes. E isso é comprovado quando a CNMP (conselho nacional do ministério público) realizou uma pesquisa a qual afirma que 31% das prisões do país não oferecem atendimento médico a estes seres humanos.

Em segundo ponto, há a preocupação de isolar essas pessoas para que não tenham contato com outras variante, porém isso não foi de grande eficácia quando foram os próprios agentes carcerários que contaminaram os presos. Ao proibir que familiares visitem seus parentes encarcerados, diversas pessoas pararam de receber auxílio externo para sobreviver naquele ambiente, pois antes da pandemia e isolamento social externo, eram entregados a eles alguns suprimentos tais quais sabão, escova de dentes, material de limpeza, xampu, absorventes e papel higiênico. Esta situação torna o ambiente carcerário brasileiro cada vez mais sórdido e passível a outras infecções como a sarna.

Expostos os fatos, fica evidente a urgente intervenção pública efetiva nestes locais. Os governos estaduais e municipais devem construir mais celas para esses presos, a fim de que a aglomeração diminua e logo o contágio também. Com o objetivo de melhorar o atendimento médico, é necessário que o Ministério da Saúde maneje os recursos sabiamente e investa mais no atendimento carcerário, para que vidas não sejam perdidas por falta de medicamentos ou axílio médico. Deste modo, será possivel atingir uma plenitude de tratamento democrático a todos.