Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 06/09/2021
A situação carcerária brasileira se encontra terrível em meios logísticos e sanitários. Essa condição é muitas vezes ocultada pelo senso comum, sendo evidenciada no livro Carandiru, de Drauzio Varela, mostrando a verdadeira precariedade que acomete o sistema, e que agora será mais prejudicado com a Covid-19. Fatores como a falta de estrutura e controle dos presidiários, facilitando a disseminação viral, somados ao tabu de preconceito acerca dos criminosos situam a questão presidiária em urgência para sua devida resolução.
Primeiramente, as cadeias brasileiras possibilitam a Covid-19 espalhar-se mais rapidamente devido à desordem e aglomeração constantes. Segundos dados do site de notícias G1, as penitenciárias estão 54,9% acima da capacidade suportada, tornando o isolamento social necessário para o combate ao vírus impraticável. Com isso, a propagação da Covid-19 resulta em algo incontrolável por qualquer estrutura ou gestão brasileira, favorecendo a disseminação em ambientes aglomerados.
Ademais, também existe o preconceito criado e cultivado pela sociedade acerca dos criminosos, tornando-os seres desumanos. Esse pensamento de criticar e diminuir os encarcerados em relação aos recursos para sobrevivência já fora explicado pelo cientista Albert Einstein, onde diz que “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Portanto, durante a pandemia, a parcela carcerária recebe menos apoio do que outros setores sociais, comprovando a luta diária de persistência por um mínimo necessário para se manter vivo dentro dos presídios brasileiros.
Logo, se faz de extrema necessidade a intervenção imediata para a resolução do cárcere em meio à Covid-19. Cabe ao governo federal dar suporte financeiro, através da contrução de novos presídios ou mesmo redistribuição e reforma dos atuais, para minimizar a situação de aglomeração e reduzir a disseminação viral. A formação de uma nova mentalidade brasileira também deve ser praticada com o tempo, sendo suportada por iniciativas nas redes de comunicação e nas escolas, ensinando aos jovens do futuro a respeitar e considerar o mínimo de suporte para sobrevivência dos presidiários.