Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 06/09/2021
Sabe-se que no primeiro século da humanidade, de acordo com os registros históricos,as prisões romanas eram lotadas, úmidas e desumanas.Atualmente, a realidade do sistema carcerário brasileiro não se difere, apresentando desrespeito aos Direitos Humanos, com seu agravamento pela pandemia do coronavírus, que teve início em 2020. Tal acontecimento só facilita a disseminação do vírus e o preconceito com os presos.
Em primeiro aspecto, o sistema carcerário brasileiro é superlotado. De acordo com a revista “Conjur” ,a superlotação do sistema é de 166 , além de dados da Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo, as celas de cadeia do território possuem três vezes mais detentos do que o previsto. Dessa forma, claramente, o isolamento social torna-se impraticável, acometendo cada vez mais pessoas privadas de liberdade, gerando caos e doenças graves.
Além disso, é importante realçar o preconceito com aqueles que vivem encarcerados. Logo, a população irá criticar o destino de recursos que já são escassos, para o tratamento dos que cometeram infrações. Segundo o escritor cristão, Paul Washer, cada indivíduo possui um conceito próprio de moral e tende a considerar os crimes alheios maiores ou menores de acordo com regras subjetivas. Devido à isso, a população carcerária é vista de menor prioridade em relação aos cuidados de saúde.
Destarte, a pandemia impactou de forma caótica o sistema carcerário brasileiro que já estava fragilizado. A fim de melhorar a situação, o governo dos estados devem criar um sistema nacional de vagas com objetivo de aliviar a superlotação carcerária, com apoio financeiro da União e das Forças Armadas. Dessa maneira, pode-se reduzir a gravidade da situação enquanto se planejam soluções mais duradouras para a problemática.