Impactos da pandemia no sistema carcerário brasileiro
Enviada em 20/10/2021
Na série “Vis a Vis” está explícito a falta de recursos cedidos aos presidiários, como alimentação de má qualidade e o desprovimento de infraestrutura na acomodação dos mesmos, aumentando o risco de violência. Esse episódio se repete na realidade brasileira atual, a qual foi agravada com a pandemia do COVID-19.
Segundo o site “globo.com” apenas 30% dos confinados do país tem assistência à saúde. Nesse contexto a falta de condições sanitárias para combater doenças, principalmente contagiosas tal qual o coronavírus tem maior dificuldade, como exemplo tem-se o compartilhamento de locais e objetos que nem banheiros e refeitórios. Para validar tal fato vale ressaltar que as pessoas em restrição a liberdade tem trinta vezes mais riscos em adquirir patologias, em destaque tem-se tuberculose, de acordo com Alexandra Sánchez.
A superlotação, além de apresentar uma desigualdade social, visto que a maioria dos presos atuais se encontravam em situação de vulnerabilidade econônimica, também levou a medidas restritivas aos familiares visitantes pois podem se advir do risco de contágio; assim muitos carcerários não tem acesso aos produtos de higiene pessoal, em especial as mulheres que não tem acesso a utensílios como absorventes gerando mais um óbice de saúde pública.
Tendo em vista os fatos citados, é necessário a intervenção dos governadores de cada estado por meio de projetos beneficentes visando arrecadar capital para realização do realojamento dos prisioneiros, além de mercar itens de esterilização própria dos cidadãos. Assim espera-se que haja uma redução significativa dos impactos causados pela epidemia no regime prisional.