Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho

Enviada em 30/10/2019

No início do século XX, com os avanços da Revolução Industrial, as pessoas trabalhavam como máquinas, a fim de acompanhar o fordismo, modelo de trabalho que exige mão de obra especializada. À medida que a tecnologia foi se aprimorando, o mercado passou, também, a requerer mão de obra qualificada. Entretanto, na Era Tecnológica Digital, cada vez mais as máquinas passam a desempenhar o papel dos trabalhadores. Assim, apesar de, por um lado os impactos da revolução tecnológica terem auxiliado a vida contemporânea, por outro, consequências negativas são sentidas pela sociedade, e há uma grande necessidade de gerar um equilíbrio de forças a favor do trabalhador contemporâneo.

Em princípio, é possível verificar que o desenvolvimento tecno-digital assegurou maior praticidade ao mundo volátil. Como o imediatismo é bem visto pela geração da modernidade líquida, a possibilidade de menor tempo dedicado a tarefas é muito almejado pela sociedade. A exemplo disso, há um crescimento dos “home-office”, que vem a ser o trabalho feito a partir de casa, através da internet. Então, graças a urbanização e expansão da malha urbana, o trabalho de casa garante uma fuga do caótico trânsito e da superlotação de transportes públicos, que acabam por gerar estresse e piora no quadro de saúde populacional. Dessa forma, a tecnologia no trabalho permite o conforto e a maior disponibilidade de tempo pessoal, assegurando maior estabilidade emocional.

Por outro lado, essa implementação em larga escala das novas tecnologias geram desemprego estrutural. Uma vez que as máquinas tornam-se capazes de substituir uma tarefa humana, a mão de obra torna-se obsoleta aos donos dos meios de produção, o que acaba por reduzir as vagas de trabalho. Como exemplo, há o uso de assistentes virtuais em empresas de telefonia, sites de compras e até mesmo bancos, como o Bradesco. Com isso, apesar de ser crescente a especulação sobre “profissões do futuro”, que caminham junto às novidades do mundo, para evitar o desemprego, o Brasil encontra-se em atraso frente a isso, já que os gastos com a educação foram congelados por 20 anos. Assim, o país estimula a fuga de cérebros, pois as pessoas vão em busca de novas oportunidades.

Logo, não há como negar que, apesar de por um lado as tecnologias digitais serem positivas ao mercado de trabalho, é necessário garantir uma forma justa para capacitar os trabalhadores. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, realizar investimentos financeiros nas universidades federais do país, que são os tecnopolos responsáveis pela pesquisa e desenvolvimento. Com isso, bolsas poderão ser criadas e novos estudos poderão ser elaborados, a fim de equilibrar as tecnologias com a vida contemporânea. Assim, será possível, por fim, que as máquinas possuam seu espaço, sem prejudicar os trabalhadores.