Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho

Enviada em 01/09/2019

Ao analisar a questão do impacto da tecnologia no mercado de trabalho, vê-se que se trata de um fenômeno, ao mesmo tempo, benéfico e prejudicial para a sociedade. Seu lado bom está no aperfeiçoamento e no aumento da produção, enquanto o ruim consiste no crescimento do índice de desemprego estrutural. Desse modo, evidencia-se a necessidade de criar alternativas para lidar com a situação de modo a adaptar a sociedade da melhor forma possível às inevitáveis alterações no mercado de trabalho.

Primeiramente, é importante ressaltar que mudanças no modo de produção e nos postos de emprego não são características exclusivas da atualidade. Para ilustrar, as invenções da Primeira Revolução Industrial, a exemplo do tear mecânico e da máquina a vapor, fizeram com que o trabalho artesanal fosse substituído pelo das máquinas. Contudo, os empregos não desapareceram, visto que as pessoas adotaram novas funções, que antes não existiam, nas fábricas, visando completar as tarefas que o maquinário não conseguia executar.

Concomitantemente, nos dias atuais, à medida que postos vão desaparecendo ou diminuindo, especialmente os que são repetitivos e não demandam criatividade, novos tendem a surgir. Entretanto, a maioria desses novos empregos são concorridos e demandam uma maior qualificação, o que exclui uma parte da sociedade, principalmente a de classe baixa, que costuma ocupar cargos menos qualificados, e com pouco acesso ao ensino superior.

Portanto, é preciso que o governo brasileiro invista mais nas escolas e universidades públicas, objetivando oferecer uma educação de melhor qualidade e torná-la mais acessível como forma de aumentar a qualificação, especialmente das pessoas de classes econômicas baixas, que são as mais afetadas pelo desemprego estrutural. Para tornar tal medida ainda mais eficaz, também é importante que se destine uma maior quantia de verbas para as áreas de pós-graduação, mestrado e doutorado, responsáveis por gerar profissionais de níveis mais elevados. Com tais implementações, é possível diminuir a vulnerabilidade da população brasileira à automatização dos postos de trabalho e permitir que tenham melhores chances de conquistar e manter postos de trabalho.