Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho

Enviada em 28/09/2019

A Terceira Revolução Industrial trouxe consigo uma nova forma de organização do processo produtivo, no qual as máquinas tornaram-se mais eficientes com presença da alta tecnologia. Com ela aumentou-se a produção e o lucro, como também houve a substituição gradual da mão de obra humana pela robótica. No Brasil, tal transformação começa a ser sentida ao final do século XX e início do XXI, cerca de 50 anos após os países desenvolvidos. Essa mudança estrutural resultou na ascensão do desemprego com o consequente aumento do trabalho informal.

Primeiramente, é importante analisar a consequência praticamente imediata após a substituição dos trabalhadores por máquinas: o desemprego desses. Estão enganados aqueles que pensam que tal fato só está presente nas fábricas, visto que, de acordo com a revista UOL, os robôs já são capazes de dirigir, cozinhar e inclusive analisar comportamentos humanos; isso torna-os uma grande representação de inteligência artificial. Ainda assim, o alvo mais vulnerável, perante tanto avanço científico, são os trabalhadores braçais, em contrapartida, aqueles trabalhos que demandam maior análise e estudo não serão tão brevemente modernizados. Desta forma, uma saída diante de tantas mudanças é a especialização por parte do trabalhador.

Como resultado do crescente índice de desemprego devido a substituição de diversos proletariados por apenas uma máquina, a saída encontrada pela maioria desses são os trabalhos informais, que na maioria das vezes é desvantajoso à eles que, por não obterem vínculo com uma empresa, ficam desprovidos de renda fixa e direitos trabalhistas. De acordo com o IBGE, dados de 2017 indicam que cerca de 37,3 milhões de pessoas – aproximadamente 40,8% da população dada como economicamente ativa – encontram-se com subempregos; trata-se de uma estatística alarmante, que deve receber interferência estatal.

Portanto, em primeiro lugar, o Ministério da Educação deve atuar por meio de campanhas em canais digitais, pois são por meio desses que atingirá um maior número de pessoas, para que incentive a população a estudar, de forma que deixe claro como é de extrema importância que estejam munidas de conhecimento. Ademais, o Poder Legislativo, em parceria com o Ministério da Economia, deve projetar políticas públicas que visem uma maior proteção legislativa ao trabalhador informal – como por exemplo a extensão das Leis Trabalhistas à esses; para que a pessoa submetida a tal situação tenha qualidade de vida e amparo estatal. Desta forma, uma população melhor qualificada dificilmente será substituída por máquinas, como também, a classe trabalhadora que optar por trabalhar na informalidade estará com seus direitos garantidos.