Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho

Enviada em 20/09/2019

A revolução tecnológica digital, iniciada no século XX, transformou diversos setores da economia ao proporcionar novidades como o desenvolvimento da robótica e da biotecnologia. Consequentemente, o novo panorama dos sistemas industriais  e econômicos possuem uma grande valorização do conhecimento em detrimento da matéria. Sendo assim, é evidente que essas mudanças provocam impactos no mercado de trabalho como, por exemplo, o desemprego estrutural e a necessidade de maior qualificação.

É necessário analisar, antes de tudo, que as novas tecnologias podem substituir diversos serviços. Decerto, profissões como analista financeiro, assistente legal, contador e outras tradicionais correm o risco de desaparecer, tendo em vista que um sistema de processamento digital pode realizar a mesma função com menores custos e  maior precisão. Nesse sentido, o relatório " The future of jobs" desenvolvido pelo Fórum Econômico Mundial relatou que cerca de 75 milhões de empregos tendem a desaparecer por conta dessas novas tendências.

Convém verificar, ainda, que a Terceira Revolução Industrial possui como característica a intensa valorização da informação e do conhecimento. Por conta disso, cresceram as exigência curriculares para o ingresso em postos de trabalho. Dessa maneira, pessoas que dispõem de oportunidades para estudar e se especializar estão sujeitas a maiores chances de empregabilidade. Entretanto, cidadãos de baixa renda muitas vezes precisam trabalhar desde cedo e, consequentemente, tendem a sofrer com o desemprego estrutural.

Infere-se, portanto, que essa revolução aumentou a concorrência no mercado de trabalho. Assim, é necessário que o Governo em consonância com as Universidades brasileiras desenvolvam minicursos para a implementação curricular dos cidadãos com pouca renda. Dessa forma, o projeto precisa possuir horários acessíveis, tendo como preferencia finais de semana, para que assim mais pessoas possam ter acesso.