Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho
Enviada em 08/10/2019
Desde a Revolução Industrial até as sociedades contemporâneas, as formas e meios de consumo sofreram significativas mudanças. O capitalismo e a globalização, junto com o marketing, estimulam a tecnologia digital no mercado de trabalho, o que provoca além da automatização das relações humanas, a seletividade desigual dos poucos profissionais a serem admitidos. Com isso, os impactos das novas tecnologias devem ser analisados, uma vez que trarão grandes mudanças na sociedade atual.
A priori, a produtividade dos mercados contemporâneos demandam maior agilidade de confecção em resposta ao modelo capitalista do mercado atual. Assim, a troca da mão de obra humana pela mecânica se faz presente e corrobora com a automatização da relações humanas, uma vez que o contato interpessoal se torna escasso e deteriora as noções de convivência em sociedade, sendo esta crucial para o exercício do bem comum. De acordo com o Portal G1, no Brasil, o autoatendimento através de máquinas já está inserido em mais da metade do mercado de vendas.
A posteriori, a revolução digital no trabalho tende a selecionar poucos e mais qualificados profissionais, já que parte dos trabalhadores serão substituídos pela automação. Nesse sentido, os cargos a serem admitidos serão direcionados àqueles que tiveram acesso a melhores formações. Logo, ao se tratar do Brasil, a classe de baixa renda será desfavorecida, visto que o país não entrega uma formação pública e de qualidade aos seus cidadãos, configurando o desemprego dessas pessoas.
Destarte, a partir dos argumentos supracitados, medidas devem ser tomadas para minimizar os danos causados pela evolução da tecnologia no trabalho. Em âmbito governamental, o Estado pode incluir nos parâmetros curriculares, noções sobre o mercado de trabalho para formar indivíduos mais capacitados a se inserirem neste meio. Cabe também à população, a consciência sobre a importância da convivência interpessoal, a fim de serem além de capacitados, adeptos a afetividade humana.