Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho

Enviada em 22/10/2019

O sociólogo Émile Durckheim, em um de seus conceitos, afirma que a sociedade funciona como um organismo vivo, ou seja, todos componentes devem viver em harmonia para que seja possível conquistar o bem-estar geral. Contudo, na contemporaneidade, observa-se que a revolução digital no mercado de trabalho se tornou um desafio para efetivação do pressuposto, visto que muitas pessoas não se adequaram a essas inovações, o que corrobora para o desemprego das mesmas. Assim, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, afim de pleno funcionamento do corpo social.

Desde o final do século XX, com o surgimento do neoliberalismo toyotista, a inovação é sempre requisitada e a forma de exercer ofícios sempre evolui. Antes da invenção da energia elétrica, por exemplo, existiam profissionais responsáveis por ascender os postes, hoje, esse serviço não é mais requisitado. Assim como aconteceu com esses profissionais, atualmente, muitas profissões se tornam obsoletas. Isso resulta em uma grande quantidade de pessoas desempregadas, conforme preconizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil cresceu 13,1% em relação ao mesmo trimestre de 2018. Diante disso, nota-se que apesar do imprescindível investimento na criação de novas tecnologias, é evidente que a mecanização irrestrita das atividades desfavorece os indivíduos, sobretudo, aqueles que não têm acesso a essas inovações.

Paralelo a essa conjuntura de desemprego, observa-se a necessidade de adaptação do corpo social à essa nova realidade. Nesse sentido, é elementar que se leve em consideração que de acordo o pensamento filosófico de São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática de direto todos possuem o mesmo grau de importância. Todavia, o Poder Público rompe com essa perspectiva, visto que não investe na difusão de conhecimentos e investimentos em ciência e tecnologia. Por esse motivo, o contato da maior parte da população com essa área do conhecimento é insuficiente e, assim, restringe e limita o indivíduo nesse processo de reformulação laboral, social e econômica.

Portanto, é necessário medidas que solucionem o problema vigente. Diante disso, o Ministério da Ciência e Tecnologia em parceria com o Ministério da Educação devem financiar programas que tragam os avanços na tecnologia requisitados pelo mercando de trabalho, criando polos de educação digital - incluindo, sobretudo, comunidades carentes, como é o exemplo do programa “Vai na Web” - com o fito de democratizar o acesso a essas inovações. Além disso, compete às instituições formadoras de opinião, como setores da mídia de amplo alcance, fomentar uma mentalidade de adoção da tecnologia de forma benéfica, por meio de documentários e séries sobre a temática, os quais sejam capazes de explicitar a importância da tecnologia no mercado de trabalho, para, assim, mitigar o problema.