Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho

Enviada em 31/10/2019

Na Segunda Revolução Industrial, ocorrida no século XIX, os sistemas de produção visavam a um profissional especializado em apenas uma função, realizando-a de forma repetitiva e padronizada. Hodiernamente, no entanto, com a Revolução Tecnológica Digital, o desenvolvimento da inteligência artificial faz com que máquinas sejam capazes de executarem tarefas por si só. Nesse sentido, nota- se que, no mercado de trabalho, essa revolução mais recente tem como impactos o desemprego estrutural e, ainda, a necessidade de mudança na preparação dos futuros profissionais.

Em primeiro plano, é preciso analisar o desemprego estrutural - gerado pela introdução de novas tecnologias. Desse modo, na conjuntura da era tecnológica, é fato que as máquinas são capazes de realizar, com maestria, funções que, anteriormente, eram realizadas por humanos, feito que reduz os custos de produção para a empresa, o que colabora, portanto, para o desemprego que gera consequências para a economia do país. Isso porque com indivíduos financeiramente instáveis há o aumento da inadimplência e redução do mercado consumidor. Sob essa ótica, percebe-se que, o profissional da era digital precisa se reinventar e, assim como os profissionais do futuro, desenvolver novas habilidades para se manter no mercado de trabalho.

Ademais, a implantação da tecnologia no cenário do trabalho é um caminho sem volta, por isso, outro efeito da Revolução Tecnológica nesse âmbito é a mudança na formação dos futuros profissionais. Dessa forma, é necessário que habilidades de autoaprendizagem sejam desenvolvidas. Entretanto, há um obstáculo: o sistema educacional atual segue, ainda, o modelo de educação proposto no Iluminismo - no qual o professor é o único detentor do conhecimento, assim, o desenvolvimento dessa competência é dificultado. Outrossim, a inteligência emocional, conceito desenvolvido pelo psicólogo Daniel Goleman que destaca o aprimoramento de habilidades comportamentais como comunicação e autoconhecimento, é outro ponto a ser trabalhado na formação dos futuros profissionais para que haja um relacionamento saudável no ambiente de trabalho.

Fica evidente, então, que o cenário tecnológico altera a dinâmica do trabalho. Urge que o Ministério do Trabalho realize, em todas as regiões, eventos de atualização profissional  por meio de cursos e palestras para os indivíduos já inseridos no mercado de trabalho, de modo a incentivar a atualização desses. Além disso, as escolas, com auxílio de psicólogos, devem estimular a autoaprendizagem e o desenvolvimento da inteligência emocional de seus alunos tanto por meio de projetos que provoquem o aprendizado autônomo e o trabalho em equipe quanto pelo atendimento psicológico em ambiente escolar. Assim as habilidades para o profissional do futuro poderão ser desenvolvidas.