Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho

Enviada em 01/11/2019

Na década de 1970,um advento denominado de Revolução Técnico Científica  ditou as bases de como se desenvolver socioeconomicamente no mundo contemporâneo:por meio das tecnologias informacionais.Posteriormente,essa reforma financeira reverberou de maneira intensa no mercado de trabalho brasileiro, exigindo da população economicamente ativa(PEA) a flexibilidade e formação especializada intrínsecas ao novo modelo de produção e desenvolvimento do século 21.

De fato,é incontrovertível que os empregos hodiernos requerem uma  grande maleabilidade profissional.Nesse sentido é basilar ressaltar que ,coetâneo a Terceira Revolução Industrial , a empresa japonesa Toyota revolucionou a indústria com a produção flexível,desconcentrada e “Just in time”.Assim, com ínfimos investimentos em cursos profissionalizantes e poucos estímulos ao empreendedorismo como um todo,  o tecido trabalhista brasileiro encontra entraves para se adaptar a essa reformulação laboral,causando danos progressivos ao desenvolvimento do país.Por conseguinte,é impostergável uma ação estatal em reformas de base com o objetivo de adaptar a PEA ao mercado dúctil nacional.

Paralelamente,é incontrovertível que o sistema de ensino é deficitário e possui um molde ineficiente.Sob essa óptica,destaca-se a teoria de Imannuel Kant:“O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”.De maneira análoga à ideologia do filósofo iluminista,é notório que no Brasil a formação escolar - desde o primário ate o ensino superior - é falha e não seduz o estudante pelo conhecimento,criando brechas ,como a evasão escolar,que impacta maleficamente na qualificação do mercado de trabalho brasileiro,pois sem a educacação-segundo Kant- o homem não é nada.Então,é imprescendível a ação governamental nas relações de ensino com o fito de melhorar a qualidade de formação de profissionais.

É fundamental,portanto,que haja a síntese de diretrizes para mitigar esses impactos da revolução informacional na base trabalhista.Cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia em convergência com o ministério da economia estimular e fomentar cursos educacionais e empreendedorismos em território brasileiro,por meio de Startups por exemplo,para aumentar a flexibilidade e adaptabilidade às exigências rigorosas do mercado de trabalho.Em paralelo,é dever do Ministério da Educação em união com o Ministério da Infraestrutura,a potencialização da qualidade de ensino nas redes educacionais do pais,como a prática de aulas de informática na infantil e investimentos massivos em pesquisas nos tecnopólos nacionais -as universidades-com o fito de desenvolver socioeconomicamente o país por meio das regras ditadas pela Revolução Técnico Científica Informacional.