Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho

Enviada em 21/02/2020

No passado, o mundo viveu uma grande revolução, a automação dos séculos 19 e 20 exerceram grandes mudanças nas formas de empregos e negócios. Atualmente, o mundo se prepara para uma nova transformação e a nova revolução que está por vir acarretará no desemprego de milhares de pessoas em um sistema que só piora.

A exemplo disso, no mercado de trabalho a tendência é de que várias profissões deixem de existir nos próximos anos. Afinal, as indústrias buscam continuamente por eficiência e redução de custos e, para isso, fazer-se-á cada vez mais uso da tecnologia. De acordo com um estudo feito pela consultoria internacional Ernst & Young, a previsão é de que em 20 anos profissões como operador de caixa, atendente de banco e contadores sejam completamente extintas. Isso implica o desemprego de milhares de pessoas, especialmente, daquelas que não possuem estudo avançado.

Nesse contexto, a medida que a indústria se moderniza, aumenta a complexidade da tecnologia usada, o que exige maior aptidão técnica e pessoal. Consequentemente, as empresas tenderão a diminuir drasticamente o número de funcionários. De acordo com uma pesquisa feita pela  prestadora de serviços internacional PwC (Price Waterhouse Coopers), o risco de uma pessoa ser substituída por um robô é de 46% pra quem não tem ensino médio completo, e apenas 12% pra quem tem ensino superior. Isso implica um aumento ainda maior das desigualdades existentes tendo em vista o acesso limitado à educação profissional de vários países emergentes como o  Brasil.

Diante disso, é preciso democratizar o acesso ao conhecimento. Dessa forma, o investimento em educação viabilizará novas ideias e, consequentemente, as dificuldades e problemas que forem surgindo poderão ser superadas gerando novos empregos e carreiras. Diante disso, os movimentos sociais e trabalhistas devem pressionar o Estado na busca por mais investimentos e leis que garantam o trabalho.