Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho

Enviada em 09/05/2020

O mundo está em constante mudança e movimento. Partindo dessa premissa, Heráclito afirmou que: “um homem não se banha duas vezes no mesmo rio”, posto que ambos se transformam constantemente. Nesse sentido, com a revolução tecnológica digital, as mudanças na sociedade acontecem ainda mais rápido. No entanto, é no mercado de trabalho que essas reconfigurações mais impactam a vida das pessoas, seja dos mais jovens ou dos mais velhos.

Nesse contexto, os principiantes são diretamente afetados. Como defende o sociológo Zigmunt Bauman, os tempos são líquidos, em outros termos, não se tem mais referências sólidas e o futuro é cada vez mais enigmático, o que gera muita ansiedade pela escolha profissional. Entretanto, as novas gerações já nasceram imersas na revolução tecnológica, ou seja, a adaptação às mudanças é algo natural.

Diferentemente, os mais velhos se deparam com o desafio de se reinventarem perante às novas exigências profissionais. Para isso, é preciso, além de dominar a tecnologia, aprimorar as habilidades que não podem ser automatizadas, tais como a criatividade, a empatia e a flexibilidade. Porém, a experiência de vida e legado cultural acumulado são de valor inestimável, como mostra o filme “O estagiário”, no qual o personagem principal, um aprendiz de setenta anos, tem muito a ensinar a sua jovem chefe.

Em síntese, a solução do problema enseja uma Educação multidimensional. Por isso, o Ministério da Educação, através das escolas e em parceria com as empresas, deve implementar um currículo de educação básica, bem como cursos de formação continuada, que valorize a ciência e tecnologia, da mesma forma que a criatividade, a inteligência emocional e o patrimônio intelectual da humanidade. Para isso, os estudantes deveriam ser avaliados pela capacidade de propor soluções para problemas concretos vivenciados em suas comunidades.