Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho
Enviada em 29/07/2020
No filme Blade Runner, a inteligência artificial chega um ponto elevadíssimo de desenvolvimento, fazendo com que humanos e robôs sejam confundidos. Não muito longe da ficção, a evolução tecnológica digital no mercado de trabalho se torna um problema, causando impactos. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o desemprego e a educação de má qualidade.
Em primeiro lugar, é válido lembrar da revolução industrial, a qual substitui a manufatura pela maquinofatura. Com isso, o desemprego tomou conta da população por não serem mais necessários. Segundo dados do G1, 11,6% dos brasileiros são desempregados na atual quarta revolução industrial, a qual age por meio da interconexão de todas as etapas de produção, comprovando que máquinas com gerenciamento a própria produtividade resultam em uma redução de funcionários.
Ademais, a educação de má qualidade contribui para a problemática. De acordo com uma pesquisa feita pela Brasil Escola, 731 mil crianças não tem acesso à educação, 28% das pessoas são analfabetas funcionais e 34% dos alunos que chegam ao quinto ano não conseguem ler. Portanto, é evidente que, com essas condições, as novas oportunidades trabalhistas, resultadas da mudança, não corresponderão com o currículo educacional da população brasileira.
Dito isso, para combater os impactos da reforma tecnológica digital do ramo trabalhista são necessárias alternativas concretas que tenham como protagonista o Ministério da Educação(MEC). Logo, o MEC, por seu caráter abarcativo, deverá implementar medidas educacionais a longo prazo, garantindo acesso de maneira que identifique a insuficiência de escolas e de transporte e, assim, voltar-se para a construção ou ampliação de escolas e reorganização do transporte escolar, garantindo a qualidade estrutural e de ensino, promovendo a plena construção de conhecimentos capazes de acompanhar a evolução do País. Somente assim, tirando os empecilhos, construir-se-á um Brasil melhor.