Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho
Enviada em 06/08/2020
Com a Terceira Revolução Industrial ocorrida no século XX, a tecnologia se instalou de fato no mundo, levando a mecanização dos meios de produção. Isso acabou por gerar impactos no mercado de trabalho do século XXI, como o aumento do desemprego no país, causado pela substituição dos trabalhadores por máquinas. Dessa forma, com tal automatização, tornou-se necessário que os profissionais tenham conhecimentos tecnológicos e sejam melhor qualificados em suas áreas, para conseguirem ingressar ou permanecer no mundo dos negócios. Contudo, tal melhora da qualificação da mão de obra não ocorre, em razão da falta de investimento suficiente do governo na área da educação.
Primeiramente, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o índice de desemprego do país é de 12,6 por cento, e, com a revolução tecnológica digital a tendência é que esse número aumente. Isso acontece porque cada vez mais empregos dentro do mercado de trabalho, tais como a de contador e a de professor, são substituídos por máquinas. Prova disso, é que já existem programas de computadores que fazem todos os cálculos de contabilidade de uma empresa e geram os resultados rapidamente, logo após serem inseridos os dados. Além de que, com o advento da internet, tornou-se fácil pesquisar informações e estudar por meio dela, sem necessitar especificamente da ajuda de um profissional da educação.
Além disso, durante o século XX ocorreu a chamada Revolução Verde, período no qual as atividades no campo passaram a ser rapidamente mecanizadas, fazendo com que várias pessoas perdessem seus empregos pelo fato de seus serviços não serem mais necessários, e por não saberem como operar as máquinas. Da mesma forma, a tecnologia evolui continuamente, e uma realidade na qual a maior parte das funções de trabalho são substituídas por elementos tecnológicos se torna cada vez mais próxima. Logo, as pessoas que terão mais chances de garantir seus empregos, serão aquelas que possuírem maior especialização em suas áreas de atuação e conhecimento sobre o mundo tecnológico, tonando-se necessária a melhora da qualificação dos profissionais, que não ocorre em consequência da falta de investimento do governo na área da educação.
Diante do exposto, é necessário que o MEC (Ministério da Educação), melhore a qualificação dos profissionais brasileiros, por meio da disponibilização de cursos extras nas universidades, que aprofundem o conhecimento dos estudantes em suas áreas de atuação, e da criação de uma disciplina obrigatória para todos os cursos, relativa a conhecimentos tecnológicos e sobre empreendedorismo, para que eles se tornem capazes de trabalhar com as máquinas, e assim adquirirem seus empregos, ou para criarem seus próprios negócios. Só então, o índice de desemprego diminuirá.