Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho

Enviada em 02/09/2020

Steve Jobs, revolucionário do setor da informática no século XXI, afirmava que a tecnologia move o mundo. Nesse contexto, nota-se os impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho, em virtude da crescente substituição de profissionais por sistemas digitais. Visto que a automatização e o desemprego estrutural compactuam com esse cenário, medidas fazem-se necessárias.

Em primeira análise, constata-se que a automatização, ou seja, sistemas automáticos sem interferência humana, afeta diretamente profissionais tradicionais. Nessa perspectiva, de acordo com a revista Época Negócios, no Brasil, mais de 50% dos empregos formais são ameaçados de serem substituídos por máquinas. Sob essa ótica, uma vez que diversas profissões podem ser extintas, dentre os ofícios não automatizados, a qualificação requerida se tornará exponencialmente alta. Dessa maneira, com profissionais de altíssima qualidade, cria-se um abismo social e econômico entre novas e tradicionais ocupações.

Além disso, o desemprego estrutural é uma realidade retratada pela disponibilidade de emprego, mas ausência de profissionais especializados frente às exigências empregatícias. Nesse sentido, segundo o relatório “The Future of Jobs”, ou “O Futuro dos Empregos”, cerca de 5 milhões de empregos desaparecerão, mas 2 milhões serão recuperados pelas novas profissões. Por conseguinte, dado que fontes alternativas de emprego surgem no mercado, a obsolescência de determinados trabalhadores prejudica a taxa de empregabilidade do país em que reside. Desse modo, percebe-se o paradoxo entre os empregos disponíveis e a taxa de desempregados, o que afeta o setor econômico.

Portanto, diante dos fatos supracitados, cabe a Organização Internacional do Trabalho, juntamente às instituições destinadas ao trabalho de cada país, promover a inserção de novos profissionais no mercado de trabalho, por meio do desenvolvimento de cursos profissionalizantes, tendo em consideração a realidade das profissões surgidas recentemente. Ademais, a participação de diversos trabalhadores deve ser incentivada e orientada pelo Estado, com o intuito de possibilitar a empregabilidade nacional e diminuir o desemprego estrutural. Dessa forma, os impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho serão diminuídos.