Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho

Enviada em 05/09/2020

No conto infantil “A Branca de Neve”, a Rainha Má utiliza seu espelho mágico a fim de auxiliá-la em seus planos maléficos. Hodiernamente, a assistente virtual nos smartphones desempenha uma funcionalidade semelhante em consequência da Inteligência Artificial (IA). Ademais, tal relação do ser humano com a tecnologia persiste como um gargalo para o desenvolvimento mundial, sobretudo em virtude do benefício na saúde aliado ao emprego demasiado. Diante disso, faz-se fulcral compreender os primórdios desse obstáculo para, assim, atenuar-se os malefícios da IA.

A priori, é válido ressaltar as benfeitorias dessa inovação como um elemento propulsor do impasse. Nesse contexto, o algoritmo Watson, elaborado pela International Business Machines, auxilia no tratamento de doenças a partir da análise minuciosa de dados genéticos ou clínicos do paciente e exibição de todos os procedimentos indicado para o caso. Aborda-se, também, os efeitos colaterais e o grau de risco de cada alternativa, dessa maneira, o médico responsável executa aquela tida como mais recomendável, resultando na melhor qualidade de vida humana.

Outrossim, é crucial apontar a utilização exacerbada como outro agente fomentador do impasse. A esse respeito, a Terceira Lei de Newton afirma que toda ação corresponde a uma reação de mesma intensidade, porém de sentidos opostos. Analogamente, nota-se que a overdose da futura engenharia sustenta a permanência do empecilho da substituição de trabalhadores humanos por máquinas e, por conseguinte, colabora para que 35% dos empregos vigentes no Reino Unido podem se automatizar nos vinte anos seguintes, conforme estudo da Universidade de Oxford.

Dessarte, é necessário que a sociedade obtenha mecanismos a fim de harmonizar a correlação do homem com as máquinas. Diante disso, cabe a Organização das Nações Unidas a convocação de uma reunião com os líderes dos países dispostos a mudar o cenário contemporâneo. Isso por intermédio de debates propondo medidas plausíveis a fim de adotar o desenvolvimento tecnológico, todavia salientando o âmbito social como primazia contrariamente ao econômico. Somente dessa maneira, o “espelho mágico” do século XXI propiciará apenas o indubitável progresso mundial.