Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho
Enviada em 27/09/2020
A Constituição Federal, também conhecida como Carta Magma, foi promulgada em 1988, e garante a todos os cidadãos diversos privilégios, entre eles, o direito ao emprego e bem-estar. Entretanto, com a expansão significativa da tecnologia, essa garantia não é assegurada para todos os componentes da população. Dessarte, é de suma importância a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que, graças a Revolução Industrial, ocorrida entre os séculos XVIII e XIX, grandes mudanças foram proporcionadas ao mundo do trabalho. A partir dela, a tecnologia passou a estar cada vez mais presente no cenário trabalhista, acarretando na substituição de empregados por máquinas, corroborando para o aumento do desemprego, principalmente entre aqueles que não possuem afinidade e facilidade com a ciência tecnológica. Segundo o Fórum Econômico Mundial, a tecnologia encerrará 7 milhões de empregos até 2021, deixando visível um dos malefícios que a mesma desencadeou no Brasil.
Ademais, a modernização no meio profissional promoveu diversos problemas na sociedade.Por conseguinte, o aumento do desemprego enfatizou o crescimento da pobreza na pátria, visto que, 14 milhões de habitantes vivem na margem da extrema pobreza sobrevivendo com cerca de 145 reais mensais, conforme o G1 . De acordo com Nicolau Maquiavel, “os fins justificam os meios”, e, muitas das vezes, os meios para o sucesso e progresso econômico fogem do senso de coletividade. Nessa lógica, é perceptível o egoísmo e a ganância da gama rica do país na qual o lucro é prioridade, independente da situação econômica e social dos demais indivíduos.
Infere-se, portanto, que é imprescindível medidas para minimizar os impactos causados pela Revolução Industrial, no corpo social. Com o fito de diminuir o número de desempregados, englobando todos os sujeitos no meio trabalhista, faz-se necessário que, o Tribunal de Contas da União, direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, seja revertido na criação de novos cursos profissionalizantes na área digital para a comunidade, como por exemplo o SENAI, uma vez que o mercado de trabalho vem exigindo maior qualificação dos cidadãos. Somente assim, atenuar-se-à o impacto nocivo da modernização excessiva nas empresas, e a população alcançará uma vida digna e próspera, tendo seus direitos presentes na Constituição, preservados.