Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho

Enviada em 25/05/2021

O filme “Projeto Gemini”, tem como enredo um assasino de elite que está sendo perseguido  para ser morto e, logo, substituído. No decorrer do longa descobre-se que o “stalker” é na verdade uma versão dele mesmo, clonada, mais nova e mais forte, melhorada tecnologicamente em laboratório. De maneira análoga, a revolução tecnológica digital no mercado de trabalho é quase uma “caçada”, na qual os melhorados tecnologicamente usurpam os empregos dos estagnados no âmbito tecnológico, logo, desempregando-os. Esse desemprego eminente e acentuado é possibilitado, devido às formações desigualitárias de educação as quais os indivíduos estão submetidos, como também, à falta de atualização dos veteranos para as novas funções e para as novas empresas do mercado.

A priori, cabe salientar que a educação brasileira é, notavelmente, desigual. Isto é, enquanto alguns indivíduos possuem formações excelentes, outros acessam conhecimento basilar de forma medíocre. É possível observar o supracitado, por exemplo, com o estudo do jornal MoneyTimes, que expôs que apenas 1% dos brasileiros possuem um nível de inglês, pelo menos, intermediário. Em outros termos, a educação básica brasileira sofre com um déficit, no qual, conhecimentos basilares para o mercado de trabalho, como a língua universal, não são efetivamente ensinados. Tal fator, surge como consequência da promoção estatal insuficiente para prover a capacitância efetiva das pessoas para o mercado de trabalho moderno. Assim, uma educação impróficua suscita a população despreparo para o mercado de trabalho hodierno.

Ademais, quem não se atualiza fica para trás. De acordo com o escritor Wittgenstein, “o meu conhecimento, limita o meu mundo”. Sob esse prisma, dentro do contexto da tecnologia, há o termo “obsolescência programada”, que diz respeito a programação dos aparelhos para tornarem-se ultrapassados e, por consequência, serem substituídos. Desse mesmo modo, existe uma aplicabilidade no termo para os indivíduos do mundo comercial, haja vista que conforme o mundo moderniza-se, é necessário, também, modernizar-se. Todavia, os trabalhadores acomodam-se e não buscam acompanhar as mudanças dos eixos, temas e cargos dos mundos do negócios, logo, obsolescendo-se.

Depreende-se, portanto, a necessidade da adoção de medidas para mitigar os impactos da revolução digital no mercado de trabalho. Para tanto, urge que o Ministério do Trabalho, em parceria com o Ministério da Educação, promovam as atualizações necessárias para capacitar os indivíduos desde a tenra idade para a modernidade progressista na qual está inserido o mercado de trabalho. Isso deve ser feito, por meio de capacitações dentro das empresas com cursos de língua estrangeira, educação financeira, noções de tecnologia e afins, como também, a adesão de disciplinas específicas nas escolas para os mesmo eixos. Só assim, a revolução industrial poderá alcançar o mercado de trabalho com mais igualdade sem causar inúmeras caçadas violentas.